August Jr-Voltar Para Minha Ex (Cordas Da Musica) (R&B) [Download]
Artista:
August Jr. (Cordas Da Musica)
Titulo:
Voltar Para Minha Ex
Género:
R&B
Produtora:
Mouzy Beat
Ano:
2018
Formato:
Mp3
Saúde
Saúde
O mosquito transmissor de malária tem sua
multiplicação e dispersão favorecidas pelo aumento de temperatura.
É esperado o aumento na incidência e mudanças na
distribuição geográfica de várias doenças, especialmente as
cardiorrespiratórias, as infecciosas e as ligadas à má nutrição, elevando
significativamente os custos com a assistência médica e social.[136][83] O
aquecimento deve provocar também a redistribuição geográfica de todas as
doenças que de alguma forma são influenciadas pelo clima e pelas condições do
tempo. Doenças como a malária e a dengue, que são veiculadas por mosquitos,
ocorrem em regiões quentes, onde o desenvolvimento do mosquito é favorecido.
Com a elevação das temperaturas globais, regiões mais frias, antes imunes a
essas doenças, estão se tornando novos focos epidêmicos, e onde elas já
existiam, estão se agravando.[281][282][283] Segundo Barcellos et al., a
malária é um dos principais problemas de saúde pública na África, ao sul do
deserto do Saara, no sudeste asiático e nos países amazônicos da América do
Sul, e a dengue é a principal doença reemergente nos países tropicais e
subtropicais. Várias outras moléstias influenciadas pelo clima, como a
leishmaniose, febre amarela, filariose, febre do oeste do Nilo, doença de Lyme
e várias arboviroses, provavelmente seguirão neste caminho. Outras perturbações
nos ecossistemas ou nos sistemas produtivos, que favoreçam a proliferação de
vetores dessas doenças ou diminuam a resistência humana às infecções, como a
subnutrição, a água potável de baixa qualidade, problemas de saneamento como
ocorre nas inundações, tendem a aumentar a gravidade e a incidência das
epidemias. Alterações de temperatura, umidade e chuva podem amplificar os
efeitos das doenças respiratórias, assim como alterar as condições de exposição
aos poluentes atmosféricos.[284][283]
Outras doenças que estão tendo condições mais
favoráveis de difusão em virtude do aquecimento são as zoonoses, aquelas que
são típicas de animais mas podem contaminar o homem. A degradação ambiental
generalizada que ocorre hoje força migrações de populações selvagens e muitas
vezes elas invadem áreas habitadas pelo homem em busca de novos locais de
abrigo e alimento, facilitando as infecções. Outros fatores colaboram
ativamente neste processo, como o crescente comércio de espécies selvagens
exóticas e mudanças no uso da terra. Epidemias recentes de gripe aviária, vírus
ebola e síndrome respiratória aguda grave, que custaram muitas vidas e enormes
recursos financeiros, são exemplo dramáticos de zoonoses que provavelmente se
tornarão mais frequentes, e sob certas circunstâncias podem degenerar em
perigosas pandemias. O aquecimento global é uma das principais causas do
surgimento de novas doenças.[285] A saúde geral das populações e sua capacidade
de responder às novas doenças também devem ser afetadas pelo aquecimento. O
aumento nas concentrações atmosféricas de CO2 deve favorecer a disseminação de
diversos vegetais que provocam grandes incômodos para o homem na forma de
alergias, e o gás estimula a produção de pólen, outro alérgeno importante.[174]
Abastecimento
Abastecimento
Uma consequência esperada do somatório de todos os
efeitos do aquecimento global é o sério comprometimento da produção de
alimentos. Como foi assinalado, as mudanças nos mares devem significar uma
importante ameaça aos estoques de peixes, moluscos e crustáceos para consumo,
que constituem alimento básico ou importante para grande parte da população
mundial.[135][136][268][276] O aquecimento global também afeta a produção de
outros alimentos. A elevação das temperaturas, as mudanças nas chuvas, na
circulação de umidade atmosférica, no ritmo das estações, no ciclo do carbono,
no ciclo do nitrogênio e outros nutrientes, a redução da umidade do solo e dos
mananciais de água, o aumento nas taxas de evaporação superficial, a tendência
à desertificação subtropical, sem dúvida vão prejudicar a agricultura, a
pecuária e a silvicultura de grandes áreas produtoras em todo o
mundo.[136][13][188] Todas essas atividades, que vêm sendo desenvolvidas há
milênios, e que dependem essencialmente de outros seres vivos, dependem também
das condições estáveis e previsíveis do clima às quais todas as espécies foram
acostumadas há muito tempo. As mudanças atuais são rápidas e grandes demais
para a natureza absorvê-las, e deverão alterar todo o conhecido equilíbrio das
forças naturais, desorganizando e desestruturando grande parte dos sistemas
produtivos da humanidade construídos sobre esse mesmo equilíbrio, cuja razoável
estabilidade e previsibilidade possibilitou o desenvolvimento de sistemas de
alta produtividade em larga escala como os que existem hoje, dos quais depende
a humanidade para sua sobrevivência e conforto. Em consequência, prevê-se que
deverão crescer a pobreza, a incidência de doenças e a fome, bem como os
conflitos violentos derivados da competição entre grupos e nações por recursos
em declínio. Devem aumentar também o uso de pesticidas e adubos nas culturas
para compensar a queda na produtividade, o que contaminará ainda mais o
ambiente e elevará os custos de produção, gerando novos prejuízos num efeito de
cascata.[118][136][137][138][277]
Temperatura e umidade atmosférica mais altas e extremos
climáticos mais frequentes e intensos também afetam o metabolismo de animais e
vegetais, tornando-os mais propensos a epidemias e a distúrbios de crescimento
e reprodução, e dificultam a preservação da qualidade de grãos e outros
alimentos armazenados, fatores que juntos concorrem para reduzir ainda mais a
produtividade geral e aumentar as perdas.[278] Um estudo da UNEP publicado em
2016 alertou para um aspecto antes pouco conhecido, referindo que mais do que
prejudicar as colheitas, o aquecimento pode tornar algumas das principais
culturas agrícolas venenosas para o consumo, uma vez que plantas submetidas a
estresse prolongado, como o que ocorre sob temperaturas elevadas demais ou na
escassez de chuvas, ficam debilitadas e podem produzir substâncias químicas em
níveis tóxicos para o homem. São conhecidas cerca de 80 espécies de plantas que
sob circunstâncias adversas deixam de converter nitratos em aminoácidos e os
acumulam em seus tecidos em níveis tóxicos tanto para o homem como para animais
que as consomem, incluindo algumas das mais importantes culturas de grãos, como
a cevada, o milho, o sorgo, a soja e o trigo, que estão na base da alimentação
humana e de uma série de criações de animais. Além disso, se depois de um
período de seca as plantas são irrigadas, o seu rápido crescimento subsequente
faz com que algumas espécies acumulem uma outra substância tóxica, o ácido
prússico, sendo incluídas nesta categoria, por exemplo, o milho, a soja,
algumas gramíneas consumidas pelo gado de corte, o damasco, as peras e maçãs.
Outra ameaça produzida pelo aquecimento é que plantas em estresse impregnam-se
mais facilmente de toxinas produzidas por fungos e outros microrganismos
invasores, um problema que em estimativa de 1998 afetava cerca de 25% de todas
as culturas de cereais e que tende a piorar.[278] Hoje quase um bilhão de
pessoas sofre de fome crônica. Sistemas produtivos cada vez mais fragilizados
por crescentes ameaças e perdas em várias frentes, associados ao rápido aumento
populacional, multiplicam os riscos para a segurança alimentar das
nações.[279][280]
Poluição
Poluição
CrumpleEarth.jpg
Factory.svg Poluição atmosférica
Chuva ácida Índice de qualidade do ar Modelização de
dispersão atmosférica CFC Escurecimento global Destilação global Aquecimento
global Qualidade do ar interior Buraco do ozono PM10 Smog
DIN 4844-2 D-P005.svg Poluição da água
Eutrofização Hipóxia (Ambiente) Poluição marinha
Detritos marinhos Acidificação oceânica Maré negra Poluição por barcos Poluição
térmica Águas residuais Qualidade da água
GHS-pictogram-pollu.svg Contaminação do solo
Poluição do solo Biorremediação Herbicida Pesticida
Fluegelrad.svg Contaminação radioactiva
Radioatividade ambiental Produtos da fissão Cinza
nuclear Plutónio no ambiente Envenenamento radioativo Rádio no ambiente Urânio
no ambiente
Trash bin.png Outros tipos de Poluição
Poluição luminosa Poluição sonora Radiação
electromagnética Poluição visual
v • e
Muitas espécies marinhas de grande valor comercial e
alimentício já mostram acentuadas modificações regionais em suas populações por
virtude de efeitos do aquecimento global, e outras sofrem redistribuição
geográfica, movendo-se para latitudes mais altas e águas mais
profundas.[267][268][269][270] Acrescentando-se a isso o aumento da poluição
marítima por outros contaminantes antrópicos, como o lixo marinho, os
agrotóxicos e os fertilizantes, descarregados no mar pelos rios e pelas chuvas,
espera-se que as mudanças sejam severas e venham a afetar virtualmente toda a
vida marinha no longo prazo.[252][256][260][271][272]
Todos esses efeitos são agravados pela pesca
excessiva. Cerca de 50% de todas as espécies de valor comercial já estão com
suas populações no limite máximo de exploração, e cerca de 30% delas, incluindo
a maioria das dez mais importantes, estão superexploradas e em declínio rápido,
devendo estar completamente esgotadas em meados do século XXI se o declínio não
for revertido.[273] Por causa dos impactos combinados os oceanos estão sob o
grave risco de sofrerem uma extinção em massa e se tornarem ambientes muito
simplificados, com uma diversidade biológica extremamente reduzida, composta em
sua grande maioria de seres microscópicos e de pequeno
tamanho.[274][275][118][255] Em 2008 haviam sido identificadas mais de 400 "zonas
mortas" em mares de todo o mundo.[271] Desde a década de 1960 o seu número
tem duplicado a cada dez anos, e prevê-se que o aparecimento de novas se
acelere.[255]
Poluição e outros efeito
Poluição e outros efeitos
Ver artigo principal: Poluição marinha, Acidificação
oceânica, Desoxigenação oceânica, Declínio das populações de peixes marinhos
Alteração do pH (índice de acidez) na superfície
oceânica devido ao aumento de CO2 entre 1700 e 1990. As zonas amarelas e
vermelhas mostram onde a acidificação foi mais intensa.
Em experimentos laboratoriais a concha do pterópode
Limacina helicina dissolveu-se em 45 dias em condições de acidez marítima
previstas para o ano 2100.
Animais mortos por desoxigenação no fundo do mar
Báltico, 2006.
Já se sabe também que os gases atmosféricos em
alteração estão mudando a composição química dos oceanos, já que os gases se
dissolvem nas águas a partir da atmosfera e voltam para o ar em um processo
ininterrupto de intercâmbio e equilíbrio mútuo. Todos os ecossistemas marinhos
dependem fortemente das condições do mar próximas da superfície, entre outros
motivos, porque ali se realiza a maior parte da oxigenação da água e ali
principalmente viceja o plâncton, que está na base das cadeias alimentares
marinhas, e nesta camada superficial as águas são mais sujeitas à influência da
atmosfera. O efeito é potencializado pelo aumento das temperaturas oceânicas e
está relacionado a muitos outros efeitos secundários físicos e biológicos que
por sua vez influem de volta sobre a atmosfera, sendo importantes reguladores
naturais do clima. Os oceanos são os maiores sequestradores de CO2 atmosférico.
Esta impregnação excessiva das águas pelo gás carbônico constitui uma forma de
poluição química.[252][253]
A elevação da concentração de CO2 nos mares fez com
que as águas se tornassem 26% mais ácidas do que eram no período
pré-industrial.[192] Este fenômeno é especialmente daninho para os animais que
utilizam sais de cálcio para construir suas conchas e estruturas corporais,
destacando-se entre eles os corais, os moluscos e crustáceos, bem como muitas
espécies de plâncton, que têm essas estruturas dissolvidas ou malformadas pela
elevada acidez da água.[254][255] Segundo estudo publicado pela Royal Society,
mesmo que a poluição química dos mares cesse imediatamente, a acidificação
precisará de milênios para ser revertida por processos naturais, e não foi
provado que o homem poderá revertê-la artificialmente.[256] Paralelamente,
baixaram as concentrações de O2 (oxigênio), que é essencial para a preservação
da vida.[252] O conhecimento científico sobre as interações gasosas entre o ar
e o mar ainda precisa ser aprofundado, mas vários estudos referem que deve haver
mudanças biológicas em larga escala nos seres marinhos. Observações mais
pontuais já indicaram que o metabolismo de vários grupos de criaturas aquáticas
já foi afetado em alguma medida em várias regiões oceânicas, desde o plâncton,
passando por corais e moluscos de concha, até grandes peixes, fazendo com que
apresentem distúrbios de comportamento e de crescimento, ou diminuam suas
populações, seja em função da acidez, da desoxigenação, da combinação de ambas
e/ou da influência de outros agravantes, como os despejos de lixo e
esgotos.[252][257][256][258][259][260]
Já existem vários indícios de que a salinidade está
diminuindo em vários mares do mundo, com impacto potencial mas indeterminado
sobre a bioquímica marinha. Embora as evidências não sejam suficientes para
indicar uma causa com segurança, parece provável a influência das mudanças
climáticas globais, especialmente através do degelo de glaciares e banquisas
polares e mudanças nas chuvas e na umidade atmosférica.[261]
A combinação de aquecimento, mudança na salinidade,
derretimento dos gelos e elevação do nível do mar também modifica a circulação
termoalina, as correntes marinhas e a estratificação das camadas de água.[262]
A Corrente do Atlântico Norte, por exemplo, aparentemente está enfraquecendo à
medida que a temperatura média global aumenta. Isso significa que áreas como a
Escandinávia e a Inglaterra, que são aquecidas pela corrente, poderão
apresentar climas mais frios a despeito do aumento do aquecimento global.
Evidências recentes mostram em alguns lugares, como na área entre as Ilhas
Canárias e a Flórida, uma redução de 25% a 30% na velocidade média e mudanças
anuais súbitas e irregulares na Circulação do Atlântico Meridional, parte do
sistema de circulação termoalina global, o que tende a fortalecer os furacões
no Atlântico e pode elevar em até 13 cm o nível do mar na costa norte-americana
ao norte de Nova Iorque.[263] Os giros do Pacífico Norte e do Pacífico Sul
parecem ter se expandido e reforçado desde 1993, e a Corrente Circumpolar Antártica
parece ter se deslocado cerca de 1º de latitude para o sul desde 1950, o que
corresponde a cerca de 110 km.[13] Mudanças nas correntes marinhas e na
estratificação também afetam a biodiversidade de várias maneiras importantes,
modificando os padrões de oxigenação das águas e de trocas térmicas entre as
camadas de água e entre o mar e o ar, alterando rotas de migração e os ciclos
reprodutivos e interferindo na oferta de alimento, fatores que levam ao
declínio das populações ou à sua redistribuição geográfica, e por fim
repercutem negativamente sobre os interesses humanos.[264][265][266]
Estrada destruída pela erosão costeira na Baía Palliser, na Nova Zelândia.
Estrada destruída pela erosão costeira na Baía
Palliser, na Nova Zelândia.
A elevação do nível do mar também afetará os
ecossistemas costeiros, causando sua degradação ou erradicação, com perdas ou
modificações importantes na biodiversidade.[136][219][232] Outro efeito direto
é a erosão costeira, provocando o recuo da linha de areia nas praias, mudanças
no perfil dos litorais e destruição de infra-estruturas litorâneas construídas
pelo homem, como barragens, estradas e habitações, além de prejudicar o lazer,
o turismo e outras atividades econômicas e sociais.[233][234] Ao mesmo tempo,
os aquíferos costeiros subterrâneos de água doce tendem a ser invadidos por
água salgada, diminuindo a oferta de água potável para as populações humanas,
gerando por extensão problemas de saúde e inquietação social.[235]
O aquecimento da água, além de causar a elevação do
nível do mar, produz por si só vários outros efeitos negativos. Altera as
correntes marinhas, a salinidade, os níveis de oxigênio e de evaporação,
modifica a estratificação das camadas de água, e acelera as taxas de
derretimento do gelo flutuante, com variados efeitos secundários sobre a
biologia marinha e o clima de todo o planeta.[236] As reações químicas do
metabolismo animal e vegetal são diretamente influenciadas pela temperatura do
meio em que vivem. O aquecimento das águas provoca também um maior consumo de
oxigênio, torna as espécies mais vulneráveis a malformações congênitas e doenças,
altera os padrões e ritmos de crescimento e os ciclos de reprodução, e
interfere na oferta de alimentos.[237][238][239][240][241]
Curva que mostra a relação entre a pressão e a
temperatura na liberação do metano.
Um outro efeito do aquecimento da água, que até
recentemente era desconhecido, é a liberação de metano estocado em sedimentos
depositados no fundo do oceano, sob a forma de hidratos de metano (ou
clatratos), que resultam da sua combinação com as moléculas de água em
condições de baixa temperatura e/ou alta pressão, como as que ocorrem nas
regiões frias ou em águas profundas. Nesta combinação, o metano não representa
ameaça ambiental. Contudo, o atual aquecimento do oceano cria as condições
ideais para que esta combinação seja desfeita nas águas rasas e o metano escape
para a atmosfera, circunstância que tem sido chamada de "detonação da
bomba de clatratos".[242][243][244][245][246] O grande problema é que a
quantidade de gás estocado desta forma é imensa, calculada em até cerca de dez
mil gigatoneladas (dez trilhões de toneladas), uma quantidade maior do que
todas as reservas conhecidas de combustíveis fósseis juntas.[247] Além disso, o
metano é até 36 vezes mais potente do que o gás carbônico em sua capacidade de
aumentar o efeito estufa.[248] Em condições normais, cerca de 90% do metano
liberado de águas profundas é oxidado em seu caminho até a superfície e perde
seu potencial de ameaça térmica, mas por outro lado contribui para a maior
acidificação e desoxigenação da água. Em águas rasas, como as que cobrem a
parte ocidental da plataforma continental da Sibéria, sua emergência não sofre
neutralização significativa e o metano acaba escapando para a atmosfera. Esta e
outras zonas de pouca profundidade são sujeitas a terremotos, aumentando o risco
de exposição direta de grandes quantidades de
metano.[242][243][247][249][250][245] Segundo Archer, "existe na Terra
tanto metano na forma de hidratos que parece o ingrediente perfeito para um
cenário apocalíptico. [...] O reservatório de hidratos de metano tem o
potencial de aquecer o clima da Terra até um estado semelhante ao da 'estufa do
Eoceno' num intervalo de poucos anos. O potencial para uma devastação
planetária colocado pelo reservatório de hidratos de metano parece, portanto,
comparável à destrutividade de um inverno nuclear ou de um impacto de um
meteorito".[243] Apesar do entendimento desses mecanismos ainda ser
incompleto e haver controvérsia, a maioria dos estudos não considera provável
uma liberação massiva de metano a partir dos hidratos dentro dos próximos
séculos, embora admitam que alguma quantidade, ainda incerta, deva ser
efetivamente liberada neste período. Se a mudança climática levar a uma grande
elevação das temperaturas, contudo, a longo prazo este metano pode vir a ser
liberado em vastas quantidades.[251]









